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                                 AMOR DE OUTRO MUNDO

          Anita era órfã e foi levada do Brasil aos cinco anos de idade para a Inglaterra por um casal de nobres que não podia ter filhos. Foi educada com todo zelo como se fosse uma filha legítima.

          Aos vinte anos já era quase uma inglesa com todo aparato que sua família adotiva lhe oferecia, porém tinha uma aparência "exótica" pois era morena e com longos cabelos negros. Era realmente uma linda mulher tipicamente do trópicos brasileiros. Moravam num velho castelo de 50 cômodos. No entanto nem todos eles eram freqüentados devido as poucas pessoas que lá habitavam.

          Numa noite tempestuosa, a curiosa Anita sentiu uma onda de calor, mas não conseguiu identificar de onde vinha. Resolveu então percorrer o castelo e foi parar numa parte obscura, onde há muitos anos ninguém ousava visitar. Era um lugar ermo, cheio de velharias, teias de aranhas, objetos esquecidos e muitas sombras.

          Percebeu então no teto, pequenas criaturas esquecidas como se estivessem mortas. Uma força estranha a dominou naquele instante, e com muito receio e ansiedade tocou uma delas com a ponta dos dedos, mas retirou imediatamente com medo do que pudesse acontecer. Porém nada de estranho ocorreu. Anita então foi para seu quarto dormir, pois já era bem tarde.

          Quando chegou a madrugada, ela sentiu uma mão gélida em seu rosto e acordou assustada. Abriu os olhos e viu diante de si, um belo homem, jovem e louro. Anita pensou que estivesse sonhando. Mesmo assim, ela se levantou com sua camisola branca e transparente, como era comumente usada por moças virgens. Olhou fixamente para aquele homem e perguntou-lhe quem era e o que fazia em seu quarto.

          Ele respondeu com voz suave e encantadora :

          _ Tu me chamaste com teu toque virginal e aqui estou. Tu me acordaste das trevas profundas e da noite eterna em que eu me consumia na mais remota solidão.
Anita meio sonolenta, não estava entendendo muito os acontecimentos. Limitou-se a fazer algumas perguntas, as quais o Jovem Louro respondia com entusiasmo:

          _ Eu estava praticamente morto há mais de 2 séculos, mas teu toque suave e inocente transmutou uma forte energia para meu corpo já quase seco e sem vida. Com isto recobrei os sentidos e a vida.

          Ele a cobriu de beijos e carinhos como um amante deslumbrado, com o qual ela jamais havia sonhado em toda sua inocente e monótona existência. Como num sonho louco entregou-se ao arrebatamento daquele momento de alucinação, sonho, paixão e loucura.

          Quando chegou a manhã, sua mãe adotiva entrou em seu quarto preocupada, pois já passava das dez horas e Anita ainda dormia. Sua mãe percebeu que sua face antes rosada estava muito pálida. Resolveu então chamar o médico dos arredores da Vila para investigar o que estava ocorrendo com sua adorada filha.

          O médico nada encontrou de anormal, mas disse que a moça estava com um pouco de anemia, pois tinha os olhos esbranquiçados. Recomendou que ela fosse muito bem alimentada e passou uma dieta rica em vitaminas e proteínas.
Assim foi feito, mas a moça piorava a cada dia.

           Quando anoitecia, Anita ficava cada vez mais ansiosa e ia se deitar como se esperasse por um sonho quase real. Noite após noite este ritual se repetia. Chegando a madrugada ela recebia a visita do Jovem Louro do qual se sentia tão íntima quanto uma verdadeira noiva que aguardava em silêncio a chegada do seu amado.

          Na mesma hora de sempre, ele chegou perfumado, cheio de cavalheirismo e a acordou com seu toque suave, porém frio. Anita abriu os olhos como de costume e recebeu o beijo gelado com o qual já tinha se acostumado e até achava excitante. Foi então que ele lhe disse:

          _ Boa noite minha amada! Hoje eu lhe trouxe flores, rosas vermelhas. Hoje é o dia de nossa coroação. Hoje nos juntaremos para sempre, pois tu já estás preparada para seguir comigo para o mundo da imortalidade. Tu foste escolhida entre milhares, pois com tua sensibilidade, recebeste o sinal de nosso Mestre para acordar-me. Ressuscitaste-me com teu toque suave e puro.


31/01/2008

Raio de Lua
Enviado por Raio de Lua em 31/01/2008
Alterado em 05/06/2010
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