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    TERROR EM COPACABANA


         Os convidados estavam chegando na cobertura de Marcelo, para a grande festa de seu aniversário de 30 anos. Marcelo era um homem bem sucedido e subiu na vida às custas de seus próprios méritos. Acabara de comprar uma cobertura de frente para o mar na praia de Copacabana, realizando um antigo sonho.

         Contratou uma banda de música e convidou a mais fina flor da sociedade carioca, pois queria se apresentar a ela naquele momento em que estava realizado na vida.
Tudo corria muito bem e animado, todos felizes e sorrindo, bebendo e comemorando. Marcelo fez até discurso. 

         A festa estava inebriante, rolava de tudo: _ bebidas, drogas, sexo e rock. No entanto Marcelo não convidara sua família, pois era formada por pessoas muito simples do subúrbio e ele não queria que eles o envergonhassem diante dos ilustres convidados.

         O porteiro tocou o interfone e avisou que tinha três rapazes querendo entrar, porém não tinham convites. Marcelo então perguntou qual era o nome deles, e foi então que se lembrou que eram seus amigos de infância, portanto, mesmo a contragosto resolveu deixá-los subir.

         Quando todos já estavam meio bêbados, dançando e muito alegres, um dos seus ex-amigos foi para o centro do salão e pediu a palavra. Mandou a banda parar, empenhou uma escopeta muito moderna e junto aos outros 2 colegas anunciou o assalto. Deu um tiro no barzinho e explodiu várias garrafas de whisky das mais caras, e mandou que todos se deitassem ao chão e calassem a boca. As mulheres choravam, os homens tremiam, foi um susto geral. 

         As pessoas se agarravam às grades e a tudo que estava à frente para não serem levadas pela força do desabar das águas, mas não conseguiam se segurar devido a força brutal com que as águas as empurravam, e pelos estilhaços de vidro que se quebravam.

         Jane, uma grande amiga de Marcelo teve a cabeça decepada por uma lâmina do vidro. João, outro amigo de Marcelo, teve o ventre dilacerado por objetos pontiagudos que faziam parte da decoração da casa. As portas se arrebentaram e as pessoas foram empurradas pelas escadas como que por uma inundação alucinada e contaminada de sangue.

         Todos gritavam e choravam desesperados, mas nada detinha aquela estupenda força que empurrava as águas sobre o salão. As tomadas explodiam, os choque elétricos matavam muitos e poucos conseguiam correr para o elevador que ainda estava funcionando. 

          Alguns minutos depois tudo parou no prédio.
O porteiro percebendo os gritos de desespero e o barulho estranho que vinha do alto do prédio, chamou os bombeiros que pouco puderam fazer para salvar as pessoas.

Passadas algumas horas, a piscina foi se esvaziando e a água diminuindo. Chegaram jornalistas, redes de televisões, todos querendo documentar a tragédia. Ninguém se salvou para contar a estória daquele terrível acontecimento.

No outro dia todos os jornais davam a Manchete :
" Terror em Copacabana: tragédia em cobertura na Av. Atlântica."


10/01/2008 23:13 h

 

Raio de Lua
Enviado por Raio de Lua em 10/01/2008
Alterado em 04/06/2010
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