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A FÚRIA DA NATUREZA

Muito cantada e idolatrada é a Mãe Natureza. Às vezes fico pensando : _ Porque ela é tão cruel com os seres vivos? Sim, os seres vivos também são cruéis com ela, mas, nada se compara ao que ela, a Mãe de todos faz.

Começando apenas pelas catástrofes naturais e inevitáveis, eu poderia citar milhares ou milhões que já devastaram quase todos os seres viventes. E isso nos tempos em que o homem nem existia ainda. O que elas fizeram com os dinossauros? Pois bem, desde que se tem notícias do início dos tempos os viventes são vítimas da Idolatrada Mãe Natureza.

Antes que o ser humano adquirisse um certo domínio sobre a Terra, a Natureza já pegava bem pesado. Vulcões, terremotos, inundações, incêndios, tempestades avassaladoras e outras coisas mais que aconteciam e acontecem diariamente nos dias de hoje, e que liquidam de uma só vez milhões de viventes, isso se contarmos todos os seres.

A conclusão que chego é a seguinte:
_ A Natureza não é mãe, pode até ser uma madrasta muito má e se lhe déssemos a conotação de criadora, eu diria que ela odeia as suas criaturas.

Chego a outra péssima conclusão de que nós, os viventes, somos indesejáveis intrusos neste grande universo que não foi feito para nós. Vivemos de teimosia enfrentando todos os impropérios da tal natureza, a começar por nossa condição tão frágil desde o dia em que nascemos sem a mínima condição de sobrevivência e que dependemos absolutamente em tudo do outro para nos cuidar, caso contrário a morte prematura é certa. Depois de resistir bravamente com um corpo pequeno e frágil, vêm as doenças. Isso quando a tal natureza não faz os seres com defeitos genéticos, incapazes de andar, enxergar, sem braços, sem pernas e outros horrores.

Quando alguns de nós conseguem sobreviver a tudo isso por um tempo maior, ela manda a velhice e a morte apenas para mostrar quem é que manda, quem é que está no comando.

No mundo animal e até no vegetal, uns comem os outros para sobreviver diariamente. A tal Natureza criou um universo de assassinos em série. Uns matam para sobreviver, outros porque nasceram com "defeito de fabricação" e tendem ao assassinato que na maioria das vezes não tem motivo algum.

Ah, mas e o Paraíso de Adão e Eva cantado em verso e prosa?   Que pena! Nunca existiu...

Ah, mas temos o amor!
Qual? Aquele que nós inventamos para sobreviver, que na verdade não passa de paixão causada pelos hormônios para a reprodução da espécie, e que na escandalosa maioria das vezes serve apenas para causar sofrimentos? Será que eu quero?

Ah, mas resta então a amizade.
Hã? Que amizade? Aquela que nos procura para tirar proveito de nossa ingenuidade, sugar nossas energias e quando não mais temos algo a oferecer vai embora, nos trai, nos difama e tenta nos destruir? Não obrigada!

Talvez a tal natureza odeie a si mesma, pois, ela se auto destrói o tempo todo e pouco se importa com o que quer que seja. Não, a natureza não é um SER, ela é o ACASO.

Vendo a situação nua e crua, eu digo:
_ Melhor seria se não tivéssemos sido criados pelo ACASO.

 
Autora : Glória Cunha Matutina
 
Raio de Lua
Enviado por Raio de Lua em 20/01/2010
Alterado em 24/08/2014
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