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20/10/2014 00h56
MÚSICA CORAÇÃO DE ESTUDANTE

 

VÍDEO - CORAÇÃO DE ESTUDANTE

MILTOM NASCIMENTO

 


 

A ORAÇÃO DO ESTUDANTE


ORAÇÃO I



Senhor, Vós que sois a sede da sabedoria,
ajudai-me nos meus estudos. Abri a minha inteligência
para que eu possa compreender e guardar na memória
os ensinamentos dos professores.

Conservai a minha calma na hora do exame;
fazei-me recordar a resposta certa e guiai minhas
mãos para que eu escreva o que devo escrever.

Fazei que eu seja aprovado, no fim do ano, para que eu
possa dar alegria aos meus pais e a todos os que me
ajudam nos estudos.

Senhor, não permitais que eu aprenda
ou pratique coisas erradas ou repreensíveis,
seja em aula ou fora dela, com maus companheiros,
maus livros ou más revistas.

Assim seja.

 







ORAÇÃO II


Senhor, meu Deus e Pai,
o Senhor me abençoou com uma mente maravilhosa
dando-me a capacidade de aprender tudo aquilo
que é para o meu bem.

Por isso eu venho te pedir para ungir e abençoar
a minha mente para que eu possa aprender todas as matérias do meu currículo, inclusive esta de (matéria),
que tenho mais dificuldade.

Senhor,
que eu possa superar os meus limites com a 
Tua bênção sobre a minha vida e que eu possa completar com a

Tua ajuda este período da minha vida de estudante,
abençoa os meus professores para que sejam verdadeiros
instrumentos de sabedoria para minha vida.

Em nome de Jesus






ORAÇÃO III


Senhor,
eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto é o fato de eu estar aqui,
conversando com você.

Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar. Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil. A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, os meus passeios, e também alguns programas de TV.

Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser um bom
estudante. Dê-me coragem e entusiasmo cada dia para recomeçar. Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém. 



Revista do Padre Marcelo

 



 

 


Publicado por Raio de Lua em 20/10/2014 às 00h56
 
14/09/2014 22h54
FOTOGRAFIA QUÂNTICA

Cientista mineira revoluciona física com fotografia quântica

 

 

Tudo o que enxergamos é o reflexo da luz sobre os corpos. Quando você tira uma fotografia, o que a lente da sua câmera capta é esse mesmo reflexo. Assim, pelos princípios básicos da óptica – parte da física que trata da luz e dos fenômenos da visão –, se não há luz, não há imagem. Mas a descoberta de uma pesquisadora mineira veio para virar esse conceito de cabeça para baixo.

 

Gabriela Barreto Lemos, 32, pós-doutoranda do Instituto de Óptica Quântica e Informação Quântica de Viena, na Áustria, conseguiu fazer uma foto não a partir da iluminação de um corpo, mas de um tipo de “telepatia” entre fótons – partículas minúsculas e elementares que formam a luz. Assim como a matéria é formada pelos átomos, um feixe de luz é formado por fótons.

 

Nessa técnica de fotografia quântica, a cientista e sua equipe dispararam um feixe de laser verde para um cristal, que aniquila um fóton verde do laser e, no lugar dele, cria dois fótons gêmeos, um vermelho e outro infravermelho. “É como se fosse um gêmeo gordo e um magro”, explica ela. O fóton infravermelho é enviado em uma trajetória e atravessa uma placa de silício com a imagem de um gato. Já o fóton vermelho segue um caminho diferente: é refletido em um espelho e enviado para uma câmera fotográfica.

 

Para surpresa geral – até do famoso físico Albert Einstein, se estivesse vivo –, a câmera registrou a imagem do gato. “É como se eu iluminasse um objeto em um quarto e a imagem aparecesse em uma câmera que está em outro quarto diferente”, compara Gabriel.

 

 

Resultado. As imagens do gato foram produzidas por um fóton que nunca chegou a iluminar a matriz

 

O experimento demonstrou o chamado “entrelaçamento quântico” – fenômeno pelo qual duas partículas podem estar interconectadas de forma a uma “sentir” o que acontece com a outra, mesmo que elas estejam separadas. “Se considerarmos dois irmãos gêmeos, é como se um deles tivesse uma dor de barriga e o outro sentisse a dor, mesmo sem estar passando mal”, explica a cientista.

 

Aplicação. Ainda que pareça coisa de ficção científica, o experimento de Gabriela pode ter aplicações práticas muito próximas da vida de qualquer um. “O que andamos conversando e discutindo são aplicações na área da biologia. Uma amostra sensível, por exemplo, poderia ser iluminada por um fóton de energia mais baixa e a imagem poderia ser produzida por seu gêmeo de energia mais alta”. Isso poderia abrir novos horizontes para uma série de exames, para citar um uso possível.

 

Novos passos

 

Pesquisa. Gabriela agora pretende testar seu sistema em modelos vivos. Se tudo der certo, em breve ela poderá fazer uma fotografia quântica de um gato de verdade.

 

Para estudiosa, falta dinheiro para pesquisas no Brasil

 

A pesquisadora Gabriela Barreto Lemos afirma que pretende voltar para o Brasil, mas ainda não tem certeza. “O problema no Brasil é que o dinheiro para pesquisas é muito mais difícil. Conhecimento, bons pesquisadores e professores há, mas o dinheiro disponível é muito menor”, critica.

 

Essa restrição financeira, segundo ela, compromete os resultados. “Poderíamos fazer muito mais se pudéssemos comprar equipamentos”.

 

Ela ainda defende que o país deveria investir em intercâmbios entre cientistas brasileiros e estrangeiros. “Muitas vezes, trabalhos de alta qualidade do Brasil têm menos visibilidade do que um da Áustria. Precisamos ter mais colaborações internacionais e trazer mais instituições estrangeiras para ver o que está sendo feito no Brasil”, sugere.

 

Via GGN

 

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Publicado por Raio de Lua em 14/09/2014 às 22h54
 
02/09/2014 16h58
NO ÉDEN COM A BUNDA DE FORA


 

NO ÉDEN COM A BUNDA DE FORA
Epaminondas Artur de Sá


         A minha mãe sempre dizia pra gente, os meninos, que quem muito abaixa a bunda aparece. Não coloco o dito popular entre aspas, pois nunca parei pra pensar se eram palavras dela ou se as apanhara de outra boca. Não creio que seja de algum livro. Não  tive notícias de que lera algum. A bem da verdade tratava-se de uma mulher de nenhumas letras. Não que isso seja um pecado, até porque houve certo sábio que declarou publicamente nunca ter lido um livro e mesmo assim chegara à presidência da república. Mas eu mesmo, que li bastantes livros, obras famosas, nunca vi algo escrito que trouxesse esses dizeres.

         Para não perder a objetividade, vamos ao que me chamou o teclado. Outro dia  folheando uma revista  deparei com um assunto interessante. Entre outras coisas alguém tecia comentários sobre uma entrevista abordando as vantagens da interatividade do mundo moderno. Curioso que dias antes eu conversava com dois amigos exatamente a respeito daquele assunto.

         Dizíamos, a três, que estamos vivendo um mundo em que privacidade é coisa do passado. E o artigo de revista chamava a atenção exatamente acerca da relativização da privacidade.     

         As pessoas estão a cada momento mais expostas. Casas noturnas,  calçadas permissivas, bares sugestivos,  zonas boêmias já não tem mais o sabor de antes. Não que a frequência a esses lugares, independentemente do momento social, não terminasse deixando uma ranhura na moral do  homem de bem.  Até porque a visita a tais ambientes nunca foi recomendada seja por profetas ou filósofos. Também não há referências de que tenha feito parte de algum compêndio de boa conduta. 

          Mas é que a pessoa está tão exposta no mundo de hoje que se ousar  entrar em ambientes não recomendáveis corre o risco de receber as fotos de um encontro  inusitado no seu próprio correio eletrônico.  Contamos com tantos recursos tecnológicos que já é possível, através de aplicativos colocados à disposição da sociedade moderna,  baixar, por exemplo, informações sobre conversas sigilosas eventualmente ocorridas entre pessoas, ao ponto de se poder obter quase que o segredo que uma guarda ou capta enquanto fala com a outra.

         No campo das infiltrações, não é difícil mencionar aqui inúmeras situações que revelam completa falta de sigilo entre as pessoas. Opto por deixar um tanto por conta da fértil imaginação do leitor.  Não quero tirar dos outros a oportunidade de esboçar um discreto sorriso de memórias de tempos outros que refogem ao controle virtual a posteriori. 

         Já não é privilégio de alguém deparar com a própria face estampada pra todo mundo ver. Pior quando se trata da face e da bunda!

         Fiz uma digressão, mas o propósito é deixar para o leitor a certeza de que as redes sociais constituem uma verdadeira teia de relações. Todo mundo sabe sobre tudo e todos em fração de minuto. Basta ligar um aparelho portátil. Já nem sei dizer o nome de algum, tamanha a variedade de nomes e apelidos. Sequer me atreveria a mencionar um só que fosse. Eu poderia estar me expondo a má-interpretação  ao deixar sinais de que  nada sei sobre as mais recentes transformações.

         Preso ao passado,  sinto-me incomodado ao lembrar que aprendi que Adão e Eva, após comerem o fruto proibido, foram expulsos do paraíso. Perceberam a própria nudez. Não que isso pareça ingênuo de minha parte,  mas tal me levou a deduzir que mostrar a própria bunda, na gênesis, constituía, no mínimo, algo ignóbil; vil, melhor traduzindo. 

         Não sei o que pensariam Adão e Eva se hoje estivessem vivos. Afinal, viver no mundo moderno é fazer parte de uma grande teia, onde, como disse, não há segredos.  As pessoas estão expostas às outras, sabem disso e não conseguem sobreviver fora desse paradigma.

         Mas ao contrário do que muitos pensavam;  que o  mundo foi feito pra não dar certo, descobri que não é bem assim. Descobriu-se que o mundo é mais do que continentes, planetas e galáxias. Descobriu-se, afinal,  que viver em sociedade é possível. Importa, contudo,  que as pessoas estejam ligadas por um cordão umbilical em que passado e futuro deixaram de ser o fiel da balança. 

      O presente, sim, é importante.  O paraíso se tornou possível! Nada de prantos e ranger de dentes. A fórmula está na inarredável consciência de que o ser humano está ligado um ao outro; entrelaçado; respirando o mesmo oxigênio; todos juntos; certos de que, sem forças que  possam opor,  alcançou-se o que Adão e Eva deixaram escapar por entre os dedos. 

         O casal nu certamente teria outra sorte, caso tivessem à disposição o controle social que só as salas virtuais de hoje permitem.  

         Fosse neste tempo e a serpente teria outros afazeres, quem sabe colher, tateando com os radares que decoram a língua peçonhenta, alguma informação, também do mundo, que, por ironia, a rodeava. Ironia sim, porque até então só se tinha notícia de que a  serpente fora colocada no mundo para servir à mentira. 

          Com o homem de alma lavada por um torpedo, foi-se de vez a mentira.          

         Enfim, os adultos podem gritar: “O rei está nu!”. Porém agora impossível contemplar a nudez do outro sem expor a  própria. Tanto melhor. A certeza da bunda exposta é credencial para permanecer no paraíso. 

         “Eppur si muove!”, diria Galileu. 
      Não há escolha. Quem não estiver disposto a mostrar a bunda está condenado a viver como mortal fora do paraíso. Nesta senda, a memória é negativa!

 


Publicado por Raio de Lua em 02/09/2014 às 16h58
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29/08/2014 07h09
DEFEITO DE CARÁTER

 

 DEFEITO DE CARÁTER

Epaminondas Artur de Sá

 

        Observei atentamente e apesar de nada entender sobre publicidade e propaganda, muito menos sobre marketing, percebi que meus olhos se fixavam na figura central da fotografia. Foi o suficiente para que eu deslocasse o olhar para as outras personagens e então notar que havia ali gente de cabeça baixa, ora parecendo ler, ora parecendo dispersa. Percebi que tinha participante ali que  me levou a cogitar sobre se realmente sabia o que estava fazendo.

        Mas a figura central era o meu foco. Foi então que incorporei o que pensava ser o ofício dos profissionais da propaganda e marketing. Cheguei a acreditar que eu mesmo tinha algum talento para trabalhar nessa área, ainda que deixando algum ensaio escrito para a posteridade.

        Mas é que depois de observar essa fotografia que abria a publicação do evento, desloquei o meu olhar para outras tantas. O informativo trazia várias outras matérias e fotos.

        Depois de observar atentamente basicamente todas, confesso que cheguei a ensaiar irreverentes balõezinhos, semelhante àqueles que fazem os editores das revistas em quadrinhos.

        Em cada balãozinho escrevi o que eu supunha estar pensando cada personagem das fotografias que via.  Dei asas à imaginação. Não escondo que escrevi coisas que acho ficaram engraçadas. Assim é que se a personagem usava óculos eu escrevia no balãozinho: “esses óculos meus são ridículos”, ou “que diabos estou fazendo aqui...” E assim por diante. Pessoas que viram o que fiz, ora achavam graça ora diziam: “- Você é um palhaço!” ou “- Você adora uma palhaçada!”

        Eles não sabiam que eu estava pensando em coisa séria.

        Uma outra fotografia me chamou a atenção. Trazia alguns personagens ilustres da política. Como de costume, trazia também outros “papagaios” que não podem ver um holofote. E isto é o que verdadeiramente me chamou a atenção. Afinal, que diabos estariam fazendo ali  figuras sem expressão...

        Observei que essas figuras faziam pose de intelectuais. Confesso que eu mesmo não sabia se se tratavam de intelectuais ou “entre-intelectuais”...

        Tanto me chamou a atenção que compartilhei a minha ansiedade com pessoas que participaram de tais eventos e cheguei a fazer observações sobre as minhas elucubrações.  Ponderei que a primeira fotografia  trazia uma figura central de singular importância. Esta sim, era uma fotografia ideal para a publicação. E aí estaria a dupla função da fotografia que introduz uma manchete. A primeira função seria a de tornar público o evento ou mesmo os acontecimentos do evento; a segunda função a de atrair os olhos do leitor, seja para fazer com que não se lembrasse que a reunião fora um tropeço; seja para dar ênfase ao fato de que ali havia um participante de renome, o que ficaria na memória de quem leu a matéria publicada.

        A segunda fotografia, contudo, trazia duas figuras que considerei sem expressão. Não que não merecessem destaque só porque eram pessoas que diríamos comuns, mas para aquela situação específica o melhor talvez seria que sequer tivessem participado do evento. Aliás esse é outro problema, ou seja, antes de compor uma mesa de trabalhos mister que sejam traçadas as perspectiva no tocante ao que realmente se deseja.

        Ponderei, enfim,  que havia ali uma deficiência, se não um defeito, seja do ponto de vista do objetivo do evento; seja mesmo no tocante ao  efeito que a fotografia poderia  produzir caso fosse explorado todo o seu potencial. E o que é melhor, com total imunidade, até porque, suponho, fotografia e arte são realidades indissociáveis.

        Pois bem, observei que aquela fotografia colocava em evidência justamente as duas figuras que, ao meu sentir, não deveriam estar em evidência pela própria razão de existir do que denominamos de representantes do povo.

        Se a minha curiosidade parecia ser algo relevante, até porque eu esboçava certa empolgação para trazer à luz algo que por um momento pensei que a mim teria sido uma privilegiada revelação, certo é que senti um leve puxar da fralda da camisa.

        Foi então que o meu interlocutor disse: “- E por que você não externa essas suas imaginações registrando-as em livros para a posteridade.

Não posso, respondi. Melhor do que se lembrarem do que eventualmente deixara  escrito  está em lembrarem-se de mim quando escreverem!

 

Publicidade

No Brasil publicidade é usada refere-se à propaganda comercial, ou seja, é aquela dedica ao anúncio de empresas, marcas, produtos ou serviços destinados a comércio. A televisão, o rádio, jornais, revistas, internet, entre outros meios são usados para a difusão da publicidade.

 

Propaganda

A propaganda por sua vez tem o caráter mais amplo e aplica-se a qualquer tipo de comunicação tendenciosa. De certa forma boa partes das pessoas acabam fazendo propaganda de alguma coisa. Alguns exemplos de propaganda podem ser as campanhas eleitorais, por exemplo, que embora não seja comercial não deixa de ser propaganda. Também poderíamos citar as campanhas dos governos com a divulgação dos programas sociais e outros investimentos de seus governos.

Desta forma é possível conceituarmos que toda publicidade é também uma propaganda.

 

Marketing

O marketing é um termo mais amplo ainda e refere-se ao estudo, planejamento, execução, mensuração e acompanhamento. O marketing trabalha com o conceito de criar valor e para isto envolve-se amplamente com a empresa, seus produtos, serviços, etc. Um bom "marketeiro" precisa ter uma visão muito ampla do negócio da empresa, do mercado onde ela atua seus produtos, suas limitações, as tendências, entre outros aspectos.

Na relação com a propaganda, podemos dizer que a propaganda é parte do marketing, ou seja, após planejar é preciso também propagar e após propagar é preciso medir e acompanhar.

O marketing pode ser segmentado, como o marketing pessoal, por exemplo, que ocorre quando uma pessoa resolve promover a si mesmo e para isso usa uma boa comunicação das suas qualidades, competências ou seus projetos. Como professor penso que ainda sem querer acabamos fazendo marketing pessoal, pois a arte de ensinar é também propagar qualidades (conhecimento), competências (didática) e outras características que temos.

 


Publicado por Raio de Lua em 29/08/2014 às 07h09
 
27/08/2014 16h53
SOBREVIVER EM TEMPOS DE RAIVA

Guia prático de sobrevivência em tempos de raiva

 

          Vivemos tempos de raiva. As pessoas nas ruas, nos bares, em casa, perderam muito a capacidade de argumentação e estão partindo para a ofensiva, da pior maneira. Então, quando você estiver na sua vida tranquila e alguém partir para virulência, não se rebaixe ao mesmo tom, mantenha a calma e siga as dicas do nosso guia.

          Tem horas que o pessoal perde a cabeça e acaba caindo nos xingamentos e palavrões, acompanhados de gestos obscenos, só por não concordar com seus pontos de vista. Não é o caso de você achar simpático, nem mesmo perdoar a pessoa. Mas, usar a mesma ignorância na resposta não vai contribuir. O melhor, no caso, é você manter a calma e chamar a pessoa para conversar: Olha, eu não vou argumentar sobre para onde você está me mandando, mas se você quiser conversar sobre algo sério, estou por aqui, tá?

          Quando usarem argumentos desconexos para falar sobre algo que você conhece e sabe que a pessoa está equivocada, não precisa desqualificar a pessoa. Você pode, com tranquilidade, expor os dados que você conhece. Informar a pessoa. Alguns fazem isso até sem querer, só por não terem sido bem informados mesmo. A gente sabe que vive tempos em que os meios de comunicação tradicionais pouco informam, por mais contraditório que pareça. Então, faça você esse bom papel.

          Não se deixe confundir. Tem gente que acha que tem o direito de desqualificar os outros e agir com preconceito. Então, se em uma situação dessas alguém fala “não é porque você tem dinheiro ou é branco que pode falar o que quer”, a pessoa confunde tudo e diz que você está sendo preconceituoso, impedindo a voz da elite de se manifestar. Tente, calmamente, explicar que sim, a elite pode se manifestar, como todos os cidadãos, mas não pode violar as leis, nem mesmo a do bom senso, para isso.

          A pessoa dá uma opinião e simplesmente não aceita ouvir opinião contrária. Ela acha que se você não pensa como ela, é um “ditador”, porque afinal ela tem o direito de ter a opinião dela e você tem que concordar. Sim, nós entendemos que, no caso, quem está tendo uma atitude ditatorial não é você. Mas não adianta argumentar de volta, falando: "ditador é você". Pessoas assim sofrem de falta de autocrítica. Você pode pegar algum outro assunto, de preferência, banal e usar como exemplo da possibilidade das pessoas terem visões diferentes do mundo: "você gosta de melancia, mas eu prefiro laranja. Isso não faz com que você ou eu estejamos errados. Mas eu só gostaria de poder dizer que gosto de algo que você não gosta." 

          Continue lendo em Muda Mais

 


Publicado por Raio de Lua em 27/08/2014 às 16h53



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